DECRETO Nº 11.431, DE 15 DE MARÇO DE 2024
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Estabelece a estrutura organizacional básica do Instituto de Administração Penitenciária do Acre - IAPEN/AC e revoga o Decreto nº 11.407, de 31 de janeiro de 2024. |
O GOVERNADOR DO ESTADO DO ACRE, no uso das atribuições que lhe confere o art. 78, incisos IV e VI, da Constituição do Estado do Acre, tendo em vista o disposto no § 4º do art. 1º da Lei Complementar nº 419, de 15 de dezembro de 2022,
DECRETA:
Art. 1º O Instituto de Administração Penitenciária do Acre - IAPEN/AC, entidade da administração pública estadual indireta, tem a seguinte estrutura organizacional básica:
I - Presidência - PRES;
a) Gabinete - GAB;
1. Assessoria de Gabinete - ASSGAB;
2. Assessoria de Comunicação - ASSCOM;
3. Protocolo - PROT;
4. Cerimonial - CER;
b) Departamento Integrado de Inteligência Penal - DIIP;
c) Assessoria Jurídica - ASSJUR;
d) Ouvidoria Penitenciária - OPEN;
e) Controle Interno - CI;
f) Corregedoria - CORREG;
g) Escola do Servidor Penitenciário - ESP;
h) Fundo Penitenciário - FUNPEN;
II - Diretoria Executiva de Planejamento e Gestão - DIPLAG;
a) Assessoria de Gabinete - ASSDIPLAG;
b) Departamento de Gestão Administrativa - DERGA;
c) Departamento de Planejamento - DEPLAN;
d) Departamento de Desenvolvimento e Infraestrutura - DEPDI;
e) Departamento de Modernização, Tecnologia e Informação e Comunicação - DMTIC;
III - Diretoria de Reintegração Social - DIRES;
a) Assessoria de Gabinete - ASSDIRES;
b) Departamento de Assistência e Saúde - DEPAS;
c) Departamento de Ensino e Produção Sustentável - DEPROS;
IV - Diretoria Executiva de Operações - DIROP;
a) Assessoria de Gabinete - ASSDIROP;
b) Departamento de Operações Penitenciárias - DEOP;
c) Departamento de Execução Penal - DEEP;
d) Departamento de Segurança e Disciplina - DESD.
Art. 2º À Presidência - PRES compete:
I - responder pelo IAPEN/AC;
II - cumprir e fazer cumprir a legislação incidente sobre o Instituto;
III - assessorar o Governador nos assuntos relacionados ao sistema penitenciário;
IV - cumprir e fazer cumprir as diretrizes, as estratégias e os programas institucionais emanados do Governo do Estado;
V - indicar, nos casos de ausência ou impedimento temporários de quaisquer diretores, os servidores que devam substituí-los;
VI - nomear e fazer indicações ao Governador para o provimento de cargos em comissão, conforme o caso, e prover funções de confiança no âmbito do IAPEN/AC;
VII - promover a elaboração do orçamento anual e plurianual do IAPEN/AC;
VIII - constituir comissões;
IX - homologar a abertura e encerramento de processo sindicante administrativo;
X - celebrar contratos, convênios e parcerias;
XI - elaborar e propor alterações no regimento interno do Instituto, para aprovação pelo Chefe do Poder Executivo;
XII - ordenar despesas e praticar os atos de gestão orçamentária e de planejamento financeiro;
XIII - submeter as contas anuais do IAPEN/AC ao Tribunal de Contas do Estado - TCE;
XIV - submeter à auditoria independente as contas do IAPEN/AC, bem como quaisquer outras informações relativas ao exercício de suas funções;
XV - determinar e orientar a realização de auditorias internas;
XVI - determinar a inspeção ordinária e extraordinária nos órgãos do Instituto;
XVII - adotar medidas administrativas de fiscalização à aplicação dos regimes penitenciários, em consonância com o Poder Judiciário;
XVIII - participar de Conselhos e Colegiados de interesse do IAPEN/AC;
XIX - expedir instruções normativas e portarias sobre a organização e o funcionamento geral dos órgãos que compõem o IAPEN/AC;
XX - exercer a presidência do Conselho Diretor do Fundo Penitenciário;
XXI - estabelecer as relações interinstitucionais do Instituto;
XXII - desempenhar outras atividades correlatas.
Art. 3º Ao Gabinete da Presidência - GAB compete:
I - coordenar e organizar as atividades administrativas, operacionais e institucionais do Gabinete do Presidente;
II - receber, identificar e deliberar quanto ao encaminhamento de processos eletrônicos e documentos físicos;
III - elaborar e encaminhar documentos oficiais;
IV - encaminhar ao Diário Oficial do Estado as portarias e documentos necessários para publicação;
V - coordenar agenda oficial do Presidente e realizar outras atividades correlatas.
Art. 4º À Assessoria de Gabinete - ASSGAB compete assessorar o Gabinete da Presidência em suas atividades.
Art. 5º À Assessoria de Comunicação - ASSCOM compete assessorar a Presidência na cobertura de imprensa e divulgação das ações e atividades do Instituto nos meios de comunicação.
Art. 6º Ao Protocolo - PROT compete a responsabilidade pela recepção e distribuição de documentos aos setores do Instituto e realizar atendimento ao público.
Art. 7º Ao Cerimonial - CER compete coordenar e organizar eventos promovidos pelo Instituto.
Art. 8º Ao Departamento Integrado da Inteligência Penal - DIIP compete:
I - assessorar o Presidente, mantendo-o informado sobre as atividades de inteligência e contrainteligência;
II - apresentar relatório periódico das atividades de inteligência ao Gabinete da Presidência;
III - estabelecer acordos e parcerias com outras instâncias e esferas de poder, quando do interesse da área de Inteligência no âmbito penitenciário;
IV - planejar, executar, coordenar, supervisionar e controlar as atividades de inteligência penitenciária, seguindo as diretrizes da Doutrina Nacional de Inteligência Penitenciária - DNIPEN, exercendo atividade de inteligência e contrainteligência;
V - realizar trabalhos de inteligência por meio dos Núcleos de Coleta e Análise de Dados - NUCAD instalados nas unidades prisionais;
VI - produzir conhecimentos a partir do processamento completo das informações obtidas pela atividade de inteligência;
VII - atuar em conjunto com os demais órgãos do Sistema Brasileiro de Inteligência - SISBIN, com o Subsistema de Inteligência de Segurança Pública do Acre, a Diretoria de Inteligência da Secretaria Nacional de Políticas Penais do Ministério da Justiça e com outros departamentos de inteligência da Segurança Pública;
VIII - cumprir a legislação pertinente buscando a segurança e proteção de assuntos sigilosos;
IX - identificar, acompanhar e avaliar ameaças reais ou potenciais à área de atuação;
X - catalogar as modalidades de organizações criminosas e incidentes de distúrbios havidos no ambiente penitenciário;
XI - pleitear a obtenção de dados e informações junto às instituições públicas e privadas;
XII - levantar dados e informações com a finalidade de instruir e/ou embasar decisões e determinações do presidente do IAPEN;
XIII - contribuir, nos limites de sua competência, quando solicitado, em procedimento de investigação preliminar de ilícitos administrativos que envolvam, direta ou indiretamente, servidores do IAPEN, em conformidade com a legislação pertinente;
XIV - monitorar a movimentação de presos considerados singulares, seja pela notoriedade do crime cometido, pela liderança negativa, seja pela integração a organizações criminosas;
XV - monitorar a criação, estruturação, funcionamento, abrangência e vinculações, bem como identificar os integrantes e a atuação de organizações criminosas;
XVI - antecipar, identificar e neutralizar, por meio da produção de conhecimentos oportunos, motins, rebeliões, resgates, arrebatamentos e quaisquer ações criminosas que insurgirem no âmbito do sistema penitenciário;
XVII - emitir relatórios contendo informações relativas ao sistema prisional, como ocorrências de fugas, recapturados, rebeliões, motins, óbitos, apreensão de armas e ilícitos no âmbito penitenciário;
XVIII - infundir informações com as agências de inteligência dos órgãos que compõem o Sistema de Inteligência de Segurança Pública;
XIX - acompanhar os registros e cadastramentos, apontando erros e melhorias em relação ao banco de dados do SIAPEN/AC;
XX - aferir e avaliar a produtividade de registros de ocorrência relativos ao sistema prisional;
XXI - fornecer dados estatísticos sobre os trabalhos realizados;
XXII - elaborar indicadores e mapear os dados das atividades relacionadas à segurança penitenciária;
XXIII - manter atualizado o protocolo de informações e dados básicos propostos pela Secretaria Nacional de Políticas Penais - SENAPPEN;
XXIV - desenvolver protocolos para o compartilhamento de informações e conhecimentos, bem como induzir e fomentar a atividade de inteligência prisional;
XXV - realizar investigação social dos processos seletivos simplificados, concursos públicos e demais formas de admissão de pessoal;
XXVI - adquirir, coordenar e acompanhar, a aquisição material ou meios necessários à execução das atividades de inteligência penitenciária;
XXVII - exercer o papel de multiplicador das atividades de inteligência penitenciária, promovendo cursos e treinamentos de capacitação continuada, seguindo as diretrizes doutrinárias compatíveis;
XXVIII - gerar estatísticas dos dados disponibilizados em seus sistemas de informação;
XXIX - apresentar propostas de minuta de normatização à Presidência, relacionadas a assuntos de atribuição da pasta;
XXX - exercer outras atividades que lhe forem correlatas.
Art. 9º À Assessoria Jurídica - ASSJUR, tecnicamente subordinada e com atividade instrumental à Procuradoria-Geral do Estado, compete:
I - prestar assessoria direta quanto aos aspectos jurídicos dos atos a serem efetivados;
II - emitir manifestação prévia, nos termos do Decreto nº 2.771, de 23 de junho de 2015, e do Decreto nº 9.354, de 29 de junho de 2021;
III - proferir despacho conclusivo sobre a aplicação de norma jurídica, quando houver precedente atual da Procuradoria-Geral do Estado em caso idêntico, justificando a similitude fática e jurídica autorizadora de sua aplicação automática;
IV - prestar informações e subsídios à Procuradoria-Geral do Estado nas ações e feitos de interesse do Instituto;
V - exercer outras atividades que lhe forem correlatas.
Art. 10. À Ouvidoria Penitenciária - OPEN compete:
I - atuar como intermediário entre o IAPEN/AC e os cidadãos/usuários dos serviços penais, recebendo reclamações, sugestões, elogios e denúncias, nos termos da Lei Federal nº 13.460, de 26 de junho de 2017;
II - mediar conflitos entre usuários e o IAPEN/AC;
III - receber denúncias contra abuso de autoridade e atos arbitrários ou ilegais que afetem direitos individuais ou coletivos de presos, familiares, servidores, incluindo atividades criminosas em Unidades Penitenciárias;
IV - sugerir correções de erros, omissões e abusos cometidos no atendimento aos presos, familiares, servidores e demais cidadãos no sistema penitenciário;
V - informar sobre os procedimentos legais adotados e seus resultados;
VI - estabelecer e manter canais eficazes para recebimento de reclamações e denúncias;
VII - fiscalizar, acompanhar e avaliar a política penal e a qualidade do serviço prestado;
VIII - direcionar as demandas recebidas aos setores competentes e monitorar o processo de resolução;
IX - sugerir melhorias na prestação dos serviços com base em demandas e avaliações recebidas;
X - produzir e divulgar relatórios periódicos sobre as atividades realizadas, as demandas recebidas e a situação dos serviços prestados;
XI - assegurar a observância e promoção dos direitos dos usuários dos serviços penais;
XII - realizar atividades educativas e fornecer orientações sobre direitos e deveres;
XIII - fomentar a transparência e facilitar o acesso dos cidadãos às informações dos serviços prestados;
XIV - receber e responder a pedidos de informação, respeitando prazos e procedimentos estabelecidos, nos termos da Lei Federal nº 13.460, de 2017, e a Lei Federal nº 12.527, de 18 de novembro de 2011;
XV - manter registro organizado dos pedidos de informação e monitorá-los;
XVI - exercer outras atividades que lhe forem correlatas.
Art. 11. Ao Controle Interno - CI compete a responsabilidade pelo monitoramento dos processos administrativos, verificando, através de suas revisões periódicas, se os atos administrativos e contábeis praticados pelo gestor atendem às necessidades de controle do processo.
Art. 12. À Corregedoria - CORREG compete:
I - inspecionar periódica ou permanentemente o funcionamento dos órgãos do IAPEN/AC;
II - visitar as Unidades de Recuperação Social em correição geral ordinária, sem prejuízo das correições extraordinárias, ou por solicitação da Presidência;
III - verificar a regularidade dos serviços, a observância dos prazos judiciais e o cumprimento das normas;
IV - verificar os casos de ausência, desídia, abuso de poder, abuso de confiança e incapacidade gestora no âmbito administrativo que importem em atentado à legislação vigente que rege a política penitenciária;
V - submeter à apreciação da Presidência fatos que se mostrem relevantes à segurança e ao funcionamento regular da autarquia;
VI - conhecer das representações e reclamações relativas aos serviços penitenciários, promovendo as diligências que se fizerem necessárias;
VII - homologar, junto à Presidência, a abertura e encerramento de processos administrativos sindicantes;
VIII - estabelecer e desenvolver fluxos e procedimentos de apuração de denúncias de atividades criminosas por parte de servidores penitenciários;
IX - estabelecer e desenvolver fluxos e procedimentos de apuração de denúncias de práticas de tortura e maus tratos, ameaças contra a vida, contra a integridade física, moral e psicológica do preso;
X - dar ciência aos órgãos dos resultados da inspeção, fazendo constar detalhadamente em ata toda a atividade correcional desenvolvida, bem assim as recomendações feitas e medidas reguladoras adotadas;
XI - exercer outras atividades que lhe forem correlatas.
Art. 13. À Escola do Servidor Penitenciário - ESP compete:
I - fomentar e executar estratégias de formação inicial, continuada e aperfeiçoamento profissional dos servidores do sistema prisional, voltados para a modernização da prestação de serviços penitenciários;
II - implementar a política de formação profissional e capacitação de servidores penitenciários, em parceria, quando necessário, com instituições de ensino superior reconhecida pelo Ministério da Educação, ou por meio próprio quando autorizada pelo Ministério de Educação;
III - qualificar servidores para o exercício de funções superiores da Administração Penitenciária;
IV - estabelecer laços de cooperação junto aos órgãos governamentais e não-governamentais, estaduais e nacionais, no sentido de promover o compartilhamento de conhecimentos e o desenvolvimento de políticas e práticas úteis ao sistema prisional;
V - articular-se com a Escola Nacional de Serviços Penais - ESPEN ou espaços institucionais correspondentes, fomentando e fortalecendo a gestão e as ações de caráter técnico e pedagógico, tendo como premissas as diretrizes nacionais para educação em serviços penais;
VI - concorrer para a melhoria de métodos e técnicas administrativas aplicáveis à formação, capacitação e integração de recursos humanos, voltadas ao aperfeiçoamento dos servidores penitenciários;
VII - responder direta ou indiretamente pelas atividades docentes através de cursos, seminários e conferencias, bem como, de estudos e pesquisas no âmbito da ação penitenciária;
VIII - desenvolver atividades de reflexão crítica e avaliação permanente do sistema penitenciário, de modo a conduzir a sua eventual transformação e a nele introduzir as necessárias inovações;
IX - aplicar e promover na formação de uma cultura penitenciária a metodologia de trabalho em equipe interdisciplinar, visando a sua aplicação na execução dos programas penitenciários;
X - envolver as Instituições de Ensino Superior e Centros de Pesquisas no processo de formação dos profissionais do sistema e na organização e disponibilização de acervos bibliográficos;
XI - planejar e realizar eventos de sensibilização, de mobilização, de articulação, de produção e divulgação de conhecimentos, visando garantir a efetividade dos ditames da Lei de Execução Penal;
XII - publicar estudos e pesquisas e divulgar trabalhos de realce no campo penitenciário e criminológico;
XIII - desempenhar outras atividades correlatas.
Art. 14. Ao Fundo Penitenciário - FUNPEN compete:
I - o FUNPEN tem a finalidade precípua de captar e destinar recursos para o financiamento, a promoção e o apoio às ações de modernização, aprimoramento e humanização do IAPEN/AC, especialmente no que concerne:
a) à reinserção social das pessoas submetidas à privação de liberdade, à restrição de direitos e à medida de segurança;
b) ao atendimento dos familiares das pessoas referidas no inciso I;
c) à implantação e manutenção de medidas pedagógicas relacionadas com a profissionalização e formação educacional e cultural das pessoas privadas de liberdade;
d) a programas de assistência jurídica às pessoas privadas de liberdade;
e) à implantação e manutenção de programas e medidas de alternativas penais à prisão com o intuito do cumprimento de penas restritivas de direitos e de prestação de serviços à comunidade, incluindo-se o serviço de monitoramento eletrônico de presos, executados diretamente ou mediante contratos, parecerias, como também por meio da viabilização de convênios e acordos de cooperação;
f) à aquisição de material permanente e de consumo, equipamentos, veículos para transporte de passageiros e cargas assim como os especializados;
g) à construção, reforma, melhoria e ampliação dos Órgãos de Execução Penal;
h) à manutenção dos serviços e investimentos necessários para assegurar as atividades penitenciárias e de planejamento, inclusive em tecnologia da informação;
i) à custos de sua própria gestão, relacionados às despesas de manutenção, funcionamento e aparelhamento do próprio fundo;
j) à financiamento e apoio a políticas e atividades preventivas, inclusive de inteligência penitenciária e policial, vocacionadas à redução da criminalidade e da população carcerária;
k) à formação e aperfeiçoamento dos servidores;
l) à participação de representantes oficiais em eventos científicos sobre matéria penitenciária ou criminológica;
m) ao desenvolvimento de pesquisa científica e publicação na área penitenciária ou criminológica;
n) ao apoio às vítimas de crimes.
II - exercer outras atividades que lhe forem correlatas.
Art. 15. À Diretoria Executiva de Planejamento e Gestão - DIPLAG compete:
I - planejar, coordenar, executar, acompanhar, supervisionar e monitorar o planejamento estratégico do Instituto de Administração Penitenciária, com coordenação administrativa dos projetos desde da captação de recursos, plano de gerenciamento, definição de ações e metas, indicadores e gestão de processos, acompanhar e supervisionar as atividades desenvolvidas no âmbito das questões administrativas e financeiras do IAPEN/AC;
II - dar conhecimento a todos os órgãos que compõem o IAPEN/AC acerca das diretrizes, das estratégias e das ações prioritárias emanadas do Governo do Estado;
III - responder pela elaboração do Plano de Ação Global do IAPEN/AC; IV - dirigir, orientar e articular a elaboração de programas, projetos e planos de ação dos órgãos que compõem o IAPEN/AC;
V - produzir informações que sirvam de base ao planejamento, ao controle e à avaliação das atividades;
VI - estudar e propor soluções de criação e modificação de caráter estrutural e funcional existentes no Sistema Penitenciário;
VII - realizar revisão continuada de diretrizes, estratégias e programas institucionais;
VIII - elaborar estratégias de racionalização, otimização e maximização do uso dos recursos existentes e estabelecer formas de controle de seus resultados;
IX - elaborar manuais de procedimentos dando conhecimento e orientando a forma de aplicação da legislação incidente sobre o IAPEN/AC;
X - sistematizar as práticas institucionais desenvolvidas no exercício cotidiano dos agentes públicos, promovendo a produção de conhecimentos de natureza técnico-profissional e teórico-prática, em todos os níveis da ação penitenciária;
XI - elaborar relatórios mensais, semestrais e anuais de análise qualitativa e quantitativa sobre o Instituto de Administração Penitenciária do Acre;
XII - solicitar recursos financeiros junto a SEFAZ e em outros órgãos competentes;
XIII - planejar, coordenar e controlar as atividades administrativas atinentes aos serviços de gestão de convênios, contratos, de patrimônio e de licitações e compras; e
XIV - monitorar e acompanhar os processos de contratação de serviços terceirizados nas áreas de recepção, vigilância, serviços gerais e de limpeza, e lavanderia emitindo relatórios periódicos com avaliação de resultados, incluindo dados de benefícios, custos e qualidade;
XV - gerenciar e acompanhar os processos de contratação de serviços de fornecimento de energia elétrica e água nas Unidades Prisionais e na Sede Administrativa, elaborando relatórios avaliativos periódicos da relação custo - benefício;
XVI - elaborar planilhas e demonstrativos gerenciais financeiros;
XVII - acompanhar o processo de execução e prestação de contas dos recursos oriundos de contratos, convênios e termos de cooperação e outros acordos celebrados;
XVIII - executar a programação, a reprogramação, a liberação e o controle dos recursos financeiros e orçamentários do Instituto;
XIX - supervisionar as atividades referentes a pagamento, recebimento, controle e movimentação dos processos;
XX - controlar todos os procedimentos relativos a solicitações de empenhos, liquidação e pagamento dos processos de despesas administrativas;
XXI - acompanhar e executar os processos de despesas para fins de empenho, liquidação e pagamento;
XXII - exercer outras atividades que lhe forem correlatas.
Art. 16. À Assessoria de Gabinete da Diretoria Executiva e Gestão - ASSDIPLAG compete assessorar a Diretoria Executiva de Planejamento e Gestão.
Art. 17. Ao Departamento de Gestão Administrativa - DERGA compete:
I - coordenar as tarefas Administrativas, formatar estratégias de organização setorial e de gestão e desenvolvimento de toda área administrativa.
II - desenvolver fluxo junto aos setores a fim, para que as demandas apresentadas sejam avaliadas, respondidas e fiscalizadas;
III - sugerir a realização de estudos, a adoção de medidas ou a expedição de recomendações, visando à regularidade e ao aperfeiçoamento das atividades do órgão e entidades vinculadas;
IV - acompanhar e fiscalizar as demandas de execução e manutenção das tarefas desempenhadas pelas Divisões vinculadas ao departamento;
V - exercer outras atividades que lhe forem correlatas.
Art. 18. Ao Departamento de Planejamento - DEPLAN compete:
I - acompanhar todos os eventos contábeis referentes aos componentes econômicos, financeiros, orçamentários e patrimoniais do IAPEN;
II - fazer o acompanhamento dos processos de prestação de contas para os órgãos de controle interno e externo, bem como disponibilizar toda documentação necessária à fiscalização e esclarecimentos solicitados;
III - dirigir, orientar e articular a elaboração de programas, projetos e planos de ação dos órgãos que compõem o Instituto;
IV - estudar e propor soluções de criação e modificação de caráter estrutural e funcional existentes no Instituto de Administração Penitenciária;
V - elaborar estratégias de racionalização e otimização da utilização dos recursos existentes e estabelecer formas de controle de seus resultados;
VI - analisar, prever e providenciar as dotações orçamentárias e requerer a abertura de crédito especial ou suplementar quando necessário, bem como programar ou antecipar a programação orçamentária;
VII - elaborar, atualizar, acompanhar e fiscalizar o Plano Plurianual (PPA), Plano de Contratações Anual (PCA) e a Lei Orçamentária Anual (LOA);
VIII - acompanhar e fiscalizar as demandas de execução e manutenção das tarefas desempenhadas pelas Divisões vinculadas ao departamento;
IX - exercer outras atividades que lhe forem correlatas.
Art. 19. Ao Departamento de Desenvolvimento e Infraestrutura - DEPDI compete:
I - desenvolver ações de projeto, execução, avaliação, assessoramento, análise, planejamento, fiscalização, monitoramento e acompanhamento de serviços referentes ao desenvolvimento e infraestrutura do Sistema Prisional;
II - apresentar propostas de construção, ampliação e reforma predial para o sistema prisional;
III - ser indutor do desenvolvimento de obras estruturantes e gestão integrada entre todos os departamentos, visando o crescimento institucional;
IV - gerir contratos referentes a infraestrutura do sistema prisional;
V - fiscalizar, monitorar e coibir obras dentro do sistema prisional sem o correto rito legal;
VI - gerenciar os sistemas de combate a incêndio e pânico dentro do sistema prisional;
VII - manter atualizado todos os projetos arquitetônicos do sistema prisional;
VIII - realizar campanhas de conscientização sobre o bom uso das instalações prediais, fortalecendo a economia e o uso consciente;
IX - desenvolver ações de manutenção, conservação e zeladoria das unidades prisionais;
X - buscar parcerias que promovam o desenvolvimento de ações de manutenção e conservação predial;
XI - promover ações de preservação do meio ambiente;
XII - promover ações de reciclagem e coleta seletiva;
XIII - promover ações de mobilidade e acessibilidade dentro do sistema prisional;
XIV - fortalecer a integração entre infraestrutura e segurança prisional;
XV - fortalecer ações de padronização de engenharia e arquitetura prisional;
XVI - promover palestras disseminando o conhecimento sobre arquitetura e engenharia prisional;
XVII - exercer outras atividades que lhe forem correlatas.
Art. 20. Departamento de Modernização, Tecnologia e Informação e Comunicação - DMTIC compete:
I - ser responsável por garantir a criação e implementação de soluções de tecnologia para ampliação da produtividade e garantir a segurança das informações, bem como atuar na Assessoria e Assistência de Tecnologia da Informação para aquisição de Hardware e Software;
II - coordenar e supervisionar as atividades de Tecnologia da Informação e Comunicação no Instituto de Administração Penitenciária do Acre;
III - gerir a execução das atribuições desempenhadas pelas Divisões e Núcleos;
IV - elaborar e analisar projetos relacionados à Tecnologia da Informação e Comunicação, visando à disponibilização de infraestrutura e sistemas que possibilitem a informatização dos processos operacionais e administrativos, garantindo o bom funcionamento dos recursos implementados;
V - implantar os projetos de tecnologia elaborados e aprovados;
VI - gerir os processos de celebração de convênio com outras entidades com o fornecimento de informações, bem como acompanhar e fiscalizar contratos com terceiros no âmbito de sua atuação;
VII - produzir e distribuir documentos e informações inerentes às aplicações da área;
VIII - executar tarefas administrativas relacionadas na área de tecnologia da informação e comunicação;
IX - manifestar-se quanto aos aspectos técnicos e custos envolvidos no atendimento às solicitações;
X - coordenar a aquisição de novos hardwares, softwares e aplicativos de informática, analisando estudos de viabilidade econômica e técnica e avaliando os produtos de acordo com as necessidades da Instituição;
XI - elaborar relatórios diversos inerentes à sua área, a fim de subsidiar o Departamento na tomada de decisões;
XII - promover palestras, seminários e cursos que enfatizem maior e melhor utilização da Tecnologia da Informação e Comunicação na instituição;
XIII - criar e gerir as diretrizes gerais e políticas de tecnologia da Informação e Comunicação;
XIV - elaborar e acompanhar termos de referências na área de tecnologia da informação e comunicação;
XV - atuar como gestor e fiscal na aquisição de novos equipamentos, insumos, suprimentos e softwares de tecnologia da informação;
XVI - realizar a instalação e a configuração de dispositivos de comunicação digital e sistemas operacionais;
XVII - garantir suporte aos usuários do Instituto, na montagem, configuração e manutenção de computadores em rede;
XVIII - desempenhar outras atividades relacionadas à Tecnologia da Informação e Comunicação e radiocomunicação digital, de acordo com os objetivos, a missão e funções do IAPEN/AC.
Art. 21. À Diretoria de Reintegração Social - DIRES compete:
I - planejar, implementar e avaliar programas, projetos e atividades de reinserção social, fortalecimento dos vínculos familiares e comunitários e acesso às condições básicas de cidadania;
II - estabelecer os critérios para identificação do perfil das pessoas privadas de liberdade;
III - desenvolver, implantar e coordenar a aplicação de políticas de atenção ao egresso e seus familiares;
IV - promover formas de acesso das famílias das pessoas privadas de liberdade no processo de ressocialização e de reintegração social e nos programas governamentais e de qualificação profissional;
V - organizar e efetivar o cadastro de instituições sociais necessárias ao atendimento dos reeducandos e dos egressos e suas famílias;
VI - desenvolver ações de prevenção da reincidência da prática de delitos;
VII - articular ações de intercâmbio com instituições públicas e privadas, visando à reinserção social dos egressos e das pessoas privadas de liberdade;
VIII - estabelecer formas de obtenção de documentação pessoal necessária ao ingresso no mercado de trabalho e ao exercício da cidadania das pessoas privadas de liberdade;
IX - instituir formas, fluxos e procedimentos de inserção e acompanhamento das pessoas privadas de liberdade que forem inseridas em atividades remuneradas;
X - definir, planejar e implementar ações de atenção à saúde das pessoas privadas de liberdade;
XI - estabelecer padrões de qualidade e instituir fluxos, procedimentos e avaliação dos serviços de saúde e de assistência social desenvolvidos nas Unidades de Recuperação Social;
XII - promover articulações com os órgãos de saúde visando à atenção integral à saúde da pessoa privada de liberdade;
XIII - estabelecer formas de abastecimento de medicamentos às Unidades de Recuperação Social, fixando níveis de estoque mínimo e máximo dos produtos da área de saúde e controle de sua distribuição;
XIV - instituir procedimentos de assistência à gestante, parturiente e aos menores de até seis meses, filhos das internas desamparadas;
XV - instituir procedimentos para registros de nascimento e entrega do bebê aos familiares da presa;
XVI - instituir formas, fluxos e procedimentos de exame, internação, acompanhamento e desinternação hospitalar;
XVII - instituir formas, fluxos e procedimentos de realização de reconhecimentos e exames no Instituto Médico Legal - IML, bem como de auxílio-funerário;
XVIII - desenvolver, implantar e coordenar a aplicação de políticas de atenção às pessoas em cumprimento de penas alternativas à prisão;
XIX - exercer outras atividades que lhe forem correlatas.
Art. 22. À Assessoria de Gabinete - ASSDIRES compete assessorar a Diretoria de Reintegração Social em suas atividades.
Art. 23. Ao Departamento de Assistência e Saúde - DEPAS compete a responsabilidade por garantir os direitos sociais e de saúde da pessoa privada de liberdade, da pessoa em cumprimento de penas alternativas e pessoas egressas do sistema prisional.
Art. 24. Ao Departamento de Ensino e Produção Sustentável - DEPROS compete:
I - implantar e administrar as atividades de geração de renda, formação profissional e escolarização das pessoas privadas de liberdade no âmbito dos estabelecimentos penais do estado;
II - estabelecer parcerias com organizações públicas e privadas necessárias à consecução das atividades pertinentes a educação, trabalho e negócios que possam gerar recursos ao Fundo Penitenciário;
III - estabelecer parcerias com organizações públicas e privadas necessárias à consecução das atividades pertinentes a educação, trabalho e negócios voltada a atenção na reinserção social dos
custodiados;
IV - organizar, junto às unidades prisionais, espaços físicos adequados às atividades educacionais e laborais nos estabelecimentos penais do estado;
V - articular, orientar e organizar normativas com critérios de seleção dos internos aptos às diferentes atividades educacionais e de trabalho, observando as disposições legais pertinentes;
VI - fomentar e participar da elaboração de projetos específicos destinado a educação e trabalho com vista a reinserção social produtiva dos custodiados, contemplando suas diferentes dimensões e considerando as dificuldades de recolocação produtiva dos assistidos na proposição das metodologias;
VII - articular com setores internos e externos para formação e alimentação contínua do banco de dados e documentação necessárias para as assistências educacionais de saúde e inserção em atividades laborais dos custodiados e egressos.
Art. 25. À Diretoria Executiva de Operações - DIROP compete:
I - elaborar, liderar e inspirar as operações gerais da Instituição em todas as suas etapas;
II - controlar o funcionamento operacional, garantir uma gestão bem sucedida através da execução de planos e da implementação de estratégicas para atingir as metas previamente estabelecidas;
III - atuando junto aos processos funcionais, supervisionar e implementar suas políticas, elaborar e acompanhar os procedimentos da organização, gerir a produtividade, buscar adequações de recursos e serviços segundo a necessidade prisional;
IV - tomar decisões sobre atividades de operação;
V - implementar planos estratégicos;
VI - monitorar o funcionamento dos servidores operacionais e adstritos à Diretoria;
VII - liderar e orientar equipes;
VIII - aconselhar a função da Polícia Penal sobre as suas atividades e obrigações;
IX - analisar relatórios;
X - sugerir políticas de segurança e de qualidade;
XI - implementar condições de segurança e de qualidade;
XII - planejar serviços de manutenção;
XIII - otimizar horas gastas;
XIV - orientar o setor de Recursos Humanos sobre lotações de servidores;
XV - avaliar desempenho dos servidores operacionais;
XVI - administrar acordos e termos de cooperação com parceiros;
XVII - verificar relatórios de inspeção;
XVIII - assegurar que a organização trabalhe em conformidade com os regulamentos e a lei;
XIX - exercer outras atividades que lhe forem correlatas.
Art. 26. À Assessoria de Gabinete - ASSDIROP compete assessorar à Diretoria Executiva Operacional em suas atividades.
Art. 27. Ao Departamento de Operações Penitenciárias - DEOP compete a responsabilidade pelos Grupos Especializados da Policia Penal, responsável pelas demandas internas e externas dos grupamentos, responsável pela coordenação de ações dos grupamentos.
Art. 28. Ao Departamento de Execução Penal - DEEP compete:
I - assistir o Diretor-Operacional no gerenciamento, supervisão, coordenação e definição de diretrizes e de prioridades do Departamento;
II - promover a gestão das atividades, ações e operações correlatas à área de execução penal;
III - prestar assessoramento técnico à Gestão Superior na coleta de dados e tratamento de informações;
IV - sugerir estratégias e oferecer subsídios para a tomada de decisões com base nos dados e informações;
V - apoiar a Gestão Superior, na coordenação dos processos de planejamento estratégico, organização e avaliação institucional;
VI - planejar e gerir ações para o fortalecimento das relações institucionais entre os órgãos de fiscalização interna e externa e de controle da execução penal e atividade policial;
VII - acompanhar e assessorar o relacionamento com conselhos, órgãos da execução penal dos Estados, órgãos essenciais ao funcionamento da justiça e com organizações da sociedade civil;
VIII - apoiar a articulação de ações e projetos intersetoriais, por meio do intercâmbio de informações;
IX - apoiar a elaboração de instrumentos de cooperação técnica destinados à execução penal;
X - propor as diretrizes para a classificação das pessoas privadas de liberdade no momento de sua inclusão no sistema penitenciário;
XI - exercer outras atividades que lhe forem correlatas.
Art. 29. Ao Departamento de Segurança e Disciplina - DESD compete planejar, coordenar, orientar e supervisionar políticas e ações de inteligência e de controle legal, de segurança, operações, escoltas e custódias, bem como o funcionamento dos estabelecimentos penais.
Art. 30. A nomenclatura e descrição de competências das demais unidades administrativas, bem como a consolidação do organograma integral, serão definidas mediante portaria do Presidente do Instituto de Administração Penitenciária do Acre - IAPEN/AC.
Art. 31. Fica revogado o Decreto nº 11.407, de 31 de janeiro de 2024.
Art. 32. Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação.
Rio Branco - Acre, 15 de março de 2024, 136º da República, 122º do Tratado de Petrópolis e 63º do Estado do Acre.
Gladson de Lima Cameli
Governador do Estado do Acre
Este texto não substitui o publicado no DOE de 18/03/2024.